03/09/2010 1 Comentário

Diego Roriz - diegororiz - Rails, Tecnologia e Desenvolvimento

Socorra.me! A Queda do Migre.me e os Riscos dos Encurtadores de URL

Socorra.me! A Queda do Migre.me e os Riscos dos Encurtadores de URL

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Ontem a blogosfera brasileira foi sacudida pela perda dos dados do serviço de encurtamento de URL’s mais popular do brasil, o Migre.me. O fundador do serviço, Jonny Ken, postou um video no Youtube contando um pouco da história e dos problemas com o datacenter que levaram a perda de todos os dados do serviço.



O migre.me era hospedado em um provedor de hosting brasileiro, chamado Argohost, que aparentemente, durante uma migração perdeu todos os dados da empresa armazenados em seu serviço de storage. O provedor do serviço fez um post em seu blog, esclarecendo os problemas, que você pode conferir aqui. O motivo relatado é a ausência de um segundo equipamento adquirido pela empresa, que trabalhava com uma empresa parceira chamada Baydenet, e uma falha operacional que geraram a perda de todos os dados do serviço (bacana a postura das empresas de assumir a culpa e se empenhar em buscar soluções para o problema).

Mas o fato é que neste momento, alguns milhares, talvez milhões de links armazenados no serviço perderam seus redirecionamentos e agora temos URL’s por toda a web que ao serem clicadas redirecionam para lugar nenhum.

Alguns Problemas dos Encurtadores de URL

Será que os URL shorteners são um risco ao bom uso da web? Alguns problemas são bastante conhecidos, e apesar da conveniência, várias pessoas são críticas com relação aos serviços de encurtamento. Veja alguns motivos:

  • Links quebrados: Estava fazendo um sorteio usando uma URL do migre.me? Linkou o migre.me no seu email marketing para contar quantos cliques um link teve? Estes dados agora estão perdidos, muito provavelmente para sempre. Se você os usa em alguma página, saiba que isso é péssimo para SEO e vale a pena procurar links quebrados e tentar consertá-los. No final do ano passado, o Internet Archive começou um projeto chamado “301 Works” em parcerias com vários encurtadores tentando garantir a integridade das urls criadas. Infelizmente não conhecemos empresas envolvidas neste projeto aqui no Brasil.
  • Encurtadores deixam a web lenta e roubam tráfego: Sim, ao passar por um redirect, o usuário tem que esperar mais tempo para ver sua página. Isso geralmente ocasiona uma perda de uma parcela do tráfego durante o processo de redirecionamento.
  • Encurtadores podem servir de isca para spam e phishing: Ao clicar em uma URL encurtada, o usuário não sabe para onde vai. Um short URL pode levar tanto a um download malicioso, quanto a um clássico Rick Roll. Existem scripts para o greasemonkey e extensões de navegadores que mostram os links completos, mas isso não é algo usado com frequência pelos usuários.
  • Eles podem não dar conta da demanda ou mesmo acabar: É clássico que serviços como o migre.me ou mesmo os players internacionais fiquem temporariamente indisponíveis e/ou fechem as portas. O caso do migre.me não foi o primeiro e provavelmente não será o último, e assim fica difícil confiar em encurtadores. SLA não parece ser uma característica comum neste mercado.

Algumas Vantagens dos Encurtadores de URL

Nem tudo são riscos e existem alguns casos de uso que realmente justificam o surgimento deste tipo de serviço. Alguns são:

  • São convenienetes para a mídia impressa: Imagine ter que adicionar uma URL enorme em uma matéria de revista: (EX: http://readwriteweb.com.br/2009/12/15/encurtadores-de-url-uma-disputa-estrategica-pela-web-de-tempo-real/) . Com certeza este é um caso onde o uso se justifica.
  • São feitos sobre medida para o Twitter e SMS: Sim, quando se tem 140 caracteres como limite, um encurtador pode ser algo muito importante para facilitar o compartilhamento. Muito do sucesso do Twitter se deve em partes aos URL shorteners.
  • Permitem com facilidade medir performance em tempo real: Portanto, eles sempre vão ser uma boa pedida para quem quiser medir o retorno de um link enviado por email ou mesmo pelo Twitter. Serviços como o Bit.ly estão investindo pesado nesta estratégia.

Mas Então, Qual Encurtador Usar?

Bom, se você optou por encurtar uma URL, você está assumindo alguns riscos escondidos, mas se sentir confortável com isso, vale a pena escolher com critério. Eu particularmente recomendaria que você usasse os encurtadores feitos pelos grandes players, empresas consolidadas ou altamente especializadas, uma vez que usar um serviço de encurtamento feito na garagem, pode ser arriscado. Hoje temos serviços bastante promissores como o Bit.ly (que encurta as urls do New York Times por exemplo), o Google oferece um encurtador para links publicados no Feedburner (goo.gl) e o Facebook também tem seu próprio shortener, o Fb.me . Ontem o Twitter anunciou o início do uso do seu próprio encurtador, o t.co, que também armazenará informações e metadados sobre os links publicados no serviço. Acredito que em breve, os grandes players que precisam deste tipo de serviços, acabarão dominando o mercado e teremos uma web mais segura. Até lá, gostaria de saber: Qual o seu encurtador de URLs favorito?

PS: enquanto este post foi escrito, 1125 links quebrados foram retuitados segundo a busca do Twitter.

PS2: @jonnyken recebeu ajuda do#uolhost e já está preparando para restaurar o serviço com um banco de dados mais antigo. URLs serão perdidas, mas apenas as que foram criadas após a migração do serviço para a Argohost.

Fonte: Read Write Web.

Diego Roriz - diegororiz - Rails, Tecnologia e Desenvolvimento

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