21/06/2010 6 Comentários

Diego Roriz - diegororiz - Rails, Tecnologia e Desenvolvimento

Aplicativo para celular vira negócio milionário

Aplicativo para celular vira negócio milionário

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Criação de programas para telefone atrai jovens profissionais e amadores

Mercado deve movimentar cerca de US$ 6,8 bi neste ano, alta de 62% sobre 2008, segundo consultoria

O videogame está liberado e tem até carrinho de pipoca e helicóptero com controle remoto para os momentos de descontração. “Quando a gente acorda, não vê a hora de ir para o trabalho”, diz Paulo Saito, 23 anos, programador de aplicativos para aparelhos móveis da FingerTips, uma start-up de tecnologia de São Paulo, que neste ano deve faturar cerca de R$ 4,5 milhões, o dobro do ano anterior. Desde o final de 2008, quando a Apple liberou seu sistema operacional para programadores externos, “nerds” de todos os cantos do mundo entraram numa corrida para criar aplicativos e vender a usuários do iPhone na loja virtual App Store. Seja por hobby, seja profissionalmente, a corrida é motivada pela chance de ganhar alguns milhares de dólares. Mas, para isso, o aplicativo precisa bombar na internet. Se 1,5 milhão de pessoas baixarem o aplicativo, ao custo de US$ 0,99, por exemplo, é mais de US$ 1 milhão na conta do criador. A Apple mantém um rígido controle sobre os aplicativos vendidos na App Store e fica com 30%. Até o mês passado, a empresa de Steve Jobs havia repassado US$ 1 bilhão aos programadores. Desde a criação da App Store, no final de 2008, 5 bilhões de aplicativos foram baixados. A maioria é gratuita ou patrocinada por alguma empresa.
Um dos primeiros aplicativos pagos a romper a barreira de 1 milhão de downloads foi o iFart (euPeido), espécie de piada sonora.

Cabeça Fervendo

No Brasil, existem 4.800 desenvolvedores criando aplicativos para a Apple, sonhando com a sorte grande. “A gente sempre tem uma pontinha de esperança de conseguir 1 milhão de down- loads”, diz o analista de sistemas Renato Pessanha, 34. Morador de Sorocaba, Pessanha trabalha em São Paulo e programa para o iPhone nas horas vagas. São quatro horas por dia e mais 12 aos finais de semana. Já criou 25 aplicativos. Os seis que “pegaram” geram uma renda superior a seu próprio salário: R$ 10 mil por mês, em média. O mais popular é um jogo da forca, com versões em cinco idiomas: foi baixado 50 mil vezes em um ano e meio. Além da comissão de 30% da Apple, o leão da Receita Federal come mais 27,5%. Na FingerTips, onde trabalham 21 garotos na faixa dos 20 anos, a maioria dos aplicativos é feita sob encomenda de empresas. Mas a garotada também cria joguinhos para o consumidor final, como o jogo da velha OXO, que rende US$ 2.500 por mês. “A molecada tem a cabeça fervendo de ideias”, diz um dos sócios, Breno Masi, 27, que é quase um pai para eles. Muitos abandonaram a faculdade ou sequer têm idade para isso.

Mercado

O mercado de aplicativos para aparelhos móveis (smartphones e tablets) deve movimentar US$ 6,8 bilhões neste ano, sendo US$ 600 milhões com publicidade, segundo a consultoria Gartner. É 62% mais do que no ano anterior. Para 2013, a previsão é de US$ 29,5 bilhões.
A Apple detém 28% do mercado de smartphones nos EUA e é de longe a líder em aplicativos para aparelhos móveis. Mas o Google, que criou o sistema Android, está vindo com força.
Com uma plataforma aberta, como o Linux, o Android roda em aparelhos de diversos fabricantes.
Os aplicativos não dependem da aprovação do Google. Para vender na loja do Google é preciso pagar taxa de US$ 25. Não há comissão. O Android está em 9% dos smartphones nos EUA.

O bilionário mundo dos aplicativos

US$ 29,5 bi será o faturamento do setor de aplicativos em 2013, ante US$ 6,8 bi em 2010 (e US$ 4,2 bi em 2009)
US$ 1 bi é quanto a Apple já pagou para os desenvolvedores de aplicativos. Eles recebem 70% da receita obtida com a venda

Empresa argentina fatura com brasileiros no Orkut

A paixão dos brasileiros por sites de relacionamento já rendeu mais de 20 milhões de usuários aos jogos desenvolvidos pela Vostu, start-up que lançou o primeiro aplicativo há sete meses no Orkut. Com sede em Buenos Aires, a empresa desenvolve jogos em português exclusivamente para o Brasil. O faturamento foi alavancado pela Mini Fazenda, carro-chefe da Vostu, que fez o número de funcionários saltar de 25 para 125 desde janeiro. Fundada por três jovens egressos da Harvard Business School, a Vostu emprega argentinos, brasileiros e norte-americanos, distribuídos por Buenos Aires, São Paulo e Nova York. “O coração da empresa é global, mas o foco é o Brasil. É um mercado incrível não só pelo tamanho, mas pela disposição das pessoas em interagir”, afirma o CEO e fundador Daniel Kafie, 27. “Há famílias inteiras, incluindo avós e animais de estimação, que têm perfis no Orkut e usam nossos jogos.” Para fidelizar jogadores, funcionários mantêm blogs e twitter em que interagem com os usuários. Elementos da cultura regional também estão nos aplicativos. No Café Mania, por exemplo, lançado há uma semana, o jogador pode administrar um restaurante que oferece feijoada e vatapá.

Cartão Pré-Pago

A empresa mantém três jogos no Orkut e um no Facebook, que geram renda com a venda de itens especiais, pagos em moeda real. Um castelo encantado, por exemplo, custa em torno de R$ 8 e uma casa na árvore, quase R$ 4. O sistema de cobrança é diversificado. Além de receber via cartão de crédito, celular e boleto bancário, a empresa oferece cartões pré-pagos em pontos como farmácias e lan houses. O faturamento não é divulgado. Com um aporte de US$ 4 milhões de um fundo de “venture capital” da Intel, a empresa se estabeleceu na Argentina em razão dos menores custos e da disponibilidade de mão de obra. “Buenos Aires sempre teve empresas dedicadas ao desenvolvimento de outros jogos, o que gera profissionais capacitados”, diz Kafie. Até agosto, a empresa pretende abrir um novo estúdio em Campinas com 30 funcionários, que terão a missão de identificar tendências e desenvolver outros jogos.

Matéria indicada por Murilo Ferreira Viana e extraída do Vitrine do Tocantins. Para ver a matéria no local de origem, clique aqui.


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Diego Roriz - diegororiz - Rails, Tecnologia e Desenvolvimento

Aplicativo para celular vira negócio milionário

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6 Respostas para “Aplicativo para celular vira negócio milionário”

  1. Felipe 25/04/2012 em 21:55 #

    tenho uma grande ideia para um aplicativo de celular ….entrei em contato com uma empresa de grande porte mais ainda não obtive resposta, q seria de grande importancia para ela como tb para todo o Brasil.

    • Allison Padilha 31/07/2012 em 14:11 #

      Olá, sou designer da empresa DevMaker e nós desenvolvemos aplicativos mobile, Android (Tablets,SmartPhones) e IOS (Ipad,Iphone) qualquer idéia que tiver podemos implementar em seu projeto e desenvolve-la .
      Entre em contato conosco no allison.rp@devmaker.com.br

  2. THIAGO 15/06/2012 em 10:35 #

    Também tive uma ídeia para um aplicativo de celular….. como faço para entrar em contato com uma empresa para a criação desse aplicativo, tenho até pessoas interressadas a investir nesse aplicativo. Favor quem puder ajudar, mande uma menssagem nesse site. Grato.

    • Allison Padilha 31/07/2012 em 14:12 #

      Olá, sou designer da empresa DevMaker e nós desenvolvemos aplicativos mobile, Android (Tablets,SmartPhones) e IOS (Ipad,Iphone) qualquer idéia que tiver podemos implementar em seu projeto e desenvolve-la .
      Entre em contato conosco no allison.rp@devmaker.com.br
      Estou esperando para saber qual a sua idéia.

  3. Edilene 13/10/2012 em 23:12 #

    Tenho uma idéia para uma aplicativo, mas como posso ter a segurança de que se eu divulgá-la a um desenvolvedor ele não vai tomar minha autoria?
    Quanto eu ganharia com uma boa idéia?

  4. Tiago Prado 11/05/2013 em 21:26 #

    Onde encontrar uma empresa investidora em nossos aplicativos? Sem sujeira rapaziada, respondem


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