Diego Roriz - diegororiz - Rails, Tecnologia e Desenvolvimento
A coerência da nossa visão
A coerência da nossa visão
Toda empresa moderna precisa de três coisas para o negócio ir de vento em popa.
As duas primeiras normalmente estão escritas em um quadro bonito, pendurado na recepção, para todo mundo ler e decorar. A primeira coisa é chamada Nossa Missão e a segunda, de Nossa Visão.
A Nossa Missão é uma frase curta e explica o que a empresa deseja no momento presente. Por exemplo: “Nossa Missão é fabricar os sabonetes mais perfumados do Brasil”. Já a Nossa Visão é uma frase um pouco mais longa e diz o que a empresa pretende ser em um futuro próximo. Por exemplo: “Nossa Visão é ser a empresa reconhecida como paradigma mundial na fabricação de sabonetes perfumados”.
A redação correta dessas duas frases permite que a empresa não se desvie de seus objetivos, tanto presentes quanto futuros. Nelas, são baseados os planos e os investimentos que a empresa faz todo ano. Por isso, se a sua empresa ainda não tem a Nossa Missão e Nossa Visão pode esperar, porque brevemente terá.
Essas duas coisas são ótimas. Mas só funcionam na prática quando vêm acompanhadas da terceira – a Nossa Pressão. Se a Nossa Visão descreve onde a empresa espera chegar algum dia e a Nossa Missão diz onde a empresa está hoje, a Nossa Pressão diz claramente o que deve ser feito nesse minuto.
Enquanto a Nossa Visão e a Nossa Missão são escritas, a Nossa Pressão é falada. Em muitas situações, vem acompanhada de berros e ameaças.
Qual dessas três coisas é a mais importante? As duas primeiras, é claro, responderia qualquer empresa moderna. Para os prezados colaboradores, é sempre bom lembrar que muitas empresas ainda nem pensaram em redigir a Nossa Visão e a Nossa Missão. Mas todas praticam todos os dias, a Nossa Pressão.
O funcionário que quiser ter uma carreira de sucesso em uma empresa moderna só precisa fazer três coisas. Entender a Nossa Missão. Embarcar na Nossa Visão. E aguentar a Nossa Pressão.
Texto extraído do livro Clássicos do Mundo Corporativo, de Max Gehringer (págs. 41 – 42).
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