Diego Roriz - diegororiz - Rails, Tecnologia e Desenvolvimento
Prototipação em papel? É uma alternativa?
Prototipação em papel? É uma alternativa?
Hoje, vendo esse vídeo que publicaram no Youtube, voltei à questão de como fazer a prototipação dos meus projetos. Ultimamente, tenho utilizado a ferramenta chamada Balsamiq Mockups e o Google Docs. E quando vi o vídeo de prototipação no papel, fui remetido a algumas questões que gostaria de compartilhar com vocês. Primeiro, vamos ao vídeo!
Uma coisa que não posso negar é o tanto que é divertido prototipar sistemas à mão. Eu pelo menos gosto bastante! Porém, quando peso os prós e os contras, termino sempre indo a favor da prototipação em sofwtares e vou dizer porque:
- a primeira versão nunca é perfeita e isso implica em mudanças sempre. Sejam elas corretivas ou evolutivas, a interface, assim como o software, está sempre mudando. Quando prototipamos utilizando um software, executar alterações é muito mais fácil, visto que na maior parte dos casos, conseguiremos atender as necessidades de mudança utilizando os componentes já desenvolvidos. Já quando prototipamos no papel, o esforço para realizar novas mudanças implicaria diretamente na construção do zero de novos ‘papéis’.
- é sempre bom manter a documentação do projeto em algum lugar colaborativo, onde todos os membros da equipe possam ter acesso, opinar e onde todo esse histórico fique registrado para posteriores iterações de melhoria e evolução. Além do mais, quando mantemos uma cópia dos arquivos no servidor e uma nos arquivos de backup, a probabilidade de algo arruinar nosso projeto diminui exponencialmente. Quando trabalhamos com prototipação no papel, como fazer isso?
Estes foram apenas duas questões que me vieram imeditamente à cabeça quando assisti ao vídeo de prototipação no papel! E você, o que acha?! Como você faz a prototipação dos seus projetos?! Conte para nós! Comente.


EU faço o mesmo.
Ah, fala sério! O cliente tem de ser quase da área de TI para conseguir entender direito o que está acontecendo. Sem falar que demora pra caraaaaaaaaaaaaamba. Dá pra construir uma interfacezinha rapidamente e funcional com NetBeans ou outra ferramenta visual! Eu num animo não! hauuahuauh! Mas o vídeo é divertido!
Flws Diegão!
Eu sempre fiz assim, desde a faculdade…
Mas geralmente faço uma coisa bem simples, apenas pra investigar a melhor forma de dispor os elementos na tela. Também é bem útil pra ter uma idéia do fluxo de interação entre as telas.
Geralmente eu pego um papel bem grande (A2), e desenho várias telinhas +ou- com setinhas entre elas, indicando as possíveis “transições”.
http://tools.assembla.com/svn/workflow/workflow/docs/projeto%20de%20interface/tela%20inicial_gustavo.jpg
Opa… nao sei pessoal, há situações e situações.
No geral, vocês sabem, não há uma regra universal ou um jeito perfeitamente eficiente para se atingir o resultado ideal em um projeto.
Esse vídeo foi feito para ser apresentado em oficinas do mesmo tema e elucidar o funcionamento do processo. No entanto há muito mais conteúdo a ser explicado, que mostra como o processo é vantajoso.
Bem, apenas para comentar os pontos colocados no post:
A. a primeira versão nunca é perfeita: exatamente! Como dito no livro “Paper Prototyping: The Fast and Easy Way to Design and Refine User Interfaces”, um protótipo em papel pode ser refeito rapidamente, e correções podem ser adicionadas mesmo entre um teste de usuário e outro.
Creio que nada seja tão eficiente assim… Em protótipos digitais, pequenas alterações feitas às pressas podem comprometer o resto do sistema, e ele precisaria ser revisado novamente. Que dirá entre duas sessões de teste com usuário.
B. é sempre bom manter a documentação do projeto em algum lugar colaborativo: um dos pontos positivos da prototipagem em papel é a possibilidade de participação de membros em equipes multidisciplinares (não é necessário que todos saibam desenhar muito bem para criar um protótipo em papel), assim redatores, designers e desenvolvedores podem conceber a interface rapidamente, em conjunto. Além disso, prototipagem em papel é utilizada bem no início de um projeto, antes da etapa de prototipagem com softwares, mais refinada. Há estudos que comprovam que em torno de 80% dos erros de usabilidade de uma interface podem ser encontrados em testes com menos de 10 usuários. Ou seja, é uma tremenda ajuda no início do processo, e ajuda a definir recursos e funcionalidades. Quando o sistema está mais bem definido, pode-se partir para outras etapas que demandam esforço maior, e consequentemente, mais tempo gasto caso necessitem correções (como criação de protótipos de média e alta fidelidade).
Algumas outras considerações: o visual simples e “rabiscado” permite que usuários forneçam feedback sem “cata piolho”, ou seja, eles entendem que o layout está em fase de construção, e que o importante a se considerar são a interação e as funcionalidades do sistema, e não a cor do botão “enviar”, por exemplo, que é irrelevante nesta etapa.
E para finalizar, uma referência excelente de uso de protótipos de papel: http://futureselfservicebanking.com/
Esse sistema bancário foi desenvolvido pela Ideo e foi eleito uma das melhores interfaces criadas em 2010. Eles utilizam prototipagem em papel no início do processo (veja o vídeo
Bem, espero poder ter esclarecido!
Como disse, pode não ser a ferramenta perfeita, mas tem suas vantagens e grande utilidade no início de um processo de desenvolvimento.